quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Venha se encontrar aqui...



Desde os tempos antigos até hoje, o labirinto é considerado um ponto de partida para seu próprio conhecimento, a partir do qual você pode desenvolver seu caminho pessoal. Nossos ancestrais usaram essa forma ao longo das eras e deixaram como legado objetos relacionados ao labirinto que continuam a instigar nossa imaginação.

A beleza dessa forma reside em seu apelo universal, uma vez que ela não está vinculada a nenhum tipo de fé ou tradição, de modo que toda pessoa que percorrer seu caminho pode extrair dessa experiência o que precisar.

O labirinto é um meio de meditação que nos oferece a oportunidade de ouvir a nós mesmos. Essa experiência pode ser demorada e contemplativa, ou rápida e energizante; com ela podemos nos livrar de vários níveis de emoção e deslindar um problema; ou podemos estimular a mente e produzir inspiração.
O movimento físico em direção ao centro do labirinto corresponde a um movimento interno ao centro profundo em nosso interior, no qual somos um ser integral e intacto, mesmo que estejamos doentes ou sofrendo. Portanto, o caminho do labirinto nos leva por uma jornada interior de cura em direção ao bem-estar pessoal e à renovação espiritual.

As pessoas que percorrerem um labirinto, por mais que se concentrem no caminho, não precisam tomar decisões quanto a virar à esquerda ou à direita; em vez disso, relaxam o lado esquerdo do cérebro, que controla as ações relativas ao lado direito do corpo – verbais, racionais, lógicas, lineares, abstratas –, ao mesmo tempo em que exercitam o lado direito do cérebro, que controla as respostas atribuídas ao lado esquerdo do corpo – não-verbais, não-racionais, intuitivas, sintéticas, concretas. Diante da imagem de um labirinto, ficamos instantaneamente fascinados. Seu desenho de curvas e voltas repetidas ao redor de um centro lembra a superfície espiralada do cérebro, o labirinto do ouvido interno, as curvas do intestino delgado. Com efeito, se você observar um labirinto, verá nele um reflexo de seu panorama interno.
Também encontramos a idéia de labirinto ao nosso redor, nas formas espiraladas da natureza, nas espirais de nossa impressão digital, nas ondulações da água em círculos concêntricos, nas teias de aranha, no desabrochar de uma samambaia. A partir dessas imagens, podemos reconhecer a jornada de crescimento e transformação, em curvas e círculos para fora e para dentro do labirinto. Por esse motivo, seguimos um caminho “familiar” no labirinto, como se estivéssemos retornando à própria fonte da vida.
A cruz no centro desse labirinto parece sugerir as quatro direções – norte, sul, leste e oeste – reverenciadas na tradição dos nativos americanos. Na verdade, labirintos que se acredita datarem do século 12 foram encontrados em escavações realizadas em paredes rochosas nas reservas hopis no nordeste do Arizona (EUA). O labirinto hopi é um símbolo de emergência, ou nascimento e criação, e é conhecido como Mãe Terra.

No século 21, precisamos alcançar um equilíbrio entre a razão masculina e a intuição feminina – o pensamento linear e o excessivo materialismo não são compatíveis com a sobrevivência da Terra.
O labirinto equilibra os opostos e traz alívio à profunda estiagem espiritual de nosso tempo; seu caminho curvo expressa o elemento feminino; os pontos de contorno são fixos, onde o movimento quase para, o masculino. Aqui, experimentamos as duas forças atuando em harmonia, podendo ser profundamente satisfatórias e terapêuticas. Percorrer suas espirais poderosas também nos oferece um espaço e um tempo pessoais para meditar fora de nossa agenda sobrecarregada, o que nos reenergiza e renova.

Caminho Para Meditação e Cura, de Helen Raphael Sands, lançado pela Madras Editora. Tradução: Henrique Amat Rêgo Monteiro.


"Ofereço aqui, a você, a oportunidade de "caminhar" pelo Labirinto, ainda que não com os pés mas com o olhar e a intenção... Imagine-se caminhando... entregue-se ao Labirinto. Esse caminho te leva ao centro... ao seu centro."
( você pode percorrê-lo com o dedo, o ritmo você escolhe )

Clique na imagem acima para ver em formato maior. Mergulhe neste labirinto.

5 comentários:

  1. Salve os labirintos sagrados unidirecionais!

    http://labirintosagrado.blogspot.com

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  2. Olá, adorei seu blog, eu sou uma estudiosa dos floraise aprendi com uma amiga terapeuta fazer análise floral- tarapia florais com o pendulo, eu faço a consulta apartir do nome e data de aniversario da pessoa que me pedir, coloco o pendulo em cada imagem dos florais e o pendulo vai me dizendo qual a melhor para cada pessoa no seu momento atual, a gora estou estudando os florais Australiano, eu mesma estou fazendo uso para esperimentar, ainda não posso formar opinião por que tem dois dias só de uso, espero que sejam tão bom quantos os de bach, eu adorei o labirinto e gostaria de copiar e postar em meu blog, por que assim faço uso e meus amigos também, amo as terapias e estudo algumas com um grupo espiritualista, bem muito obrigada e como ensina Louise Hay "EU TE ABENÇÔO por esse blog lindo" que gostei muito.

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  3. O texto foi tão esclarecedor que vvou fazer um labirinto em casa esta semana. Obrigada

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    1. FEz seu Labirinto Luciane? Como foi sua experiência?

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CLAUDIA GODOY

Consultora em Florais, Aura-Soma, Fitoterapia, Calatonia
Integração Craniossacral


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